Mostrando postagens com marcador Seminário Integrador. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Seminário Integrador. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Inclusão





Escrito por Elisabeth Salgado

Inclusão.
"Uma escola pode ser considerada inclusiva, quando não faz distinção entre seres humanos, não seleciona ou diferencia com base em julgamentos de valores como “perfeitos e não perfeitos”, “normais e anormais”.
É aquela que proporciona uma educação voltada para todos, de forma que qualquer aluno que dela faça parte, independente deste ser ou não portador de necessidades especiais, tenha condição de conhecer, aprender, viver e ser, num ambiente livre de preconceitos que estimule suas potencialidades e a formação de uma consciência crítica.
Inclusão não pode significar adequação ou normatização, tendo em vista um encaixar de alunos numa maioria considerada “privilegiada”, mas uma conduta que possibilitasse o “fazer parte”, um conviver que respeitasse as diferenças e não tentasse anulá-las.
A escola inclusiva deve ser aberta, eficiente, democrática e solidária.
A escola inclusiva é aquela,que se organiza para atender alunos não apenas ditos “normais”, mas também os portadores de deficiências, a começar por seu próprio espaço físico e acomodações. Salas de aula, bibliotecas, pátio, banheiros, corredores e outros ambientes são elaborados e adaptados em função de todos os alunos e não apenas daqueles ditos normais. Possui, por exemplo, cadeiras com braços de madeira tanto para destros quanto para canhotos, livros em braile ou gravados em fita cassete, corrimãos com apoio de madeira ou metal, rampas nos diferentes acessos de entrada e saída e assim por diante.
Mas, o principal pré-requisito não reside nos recursos materiais, já difíceis de serem obtidos por todos os estabelecimentos de ensino. O principal suporte está centrado na filosofia da escola, na existência de uma equipe multidisciplinar eficiente e no preparo e na metodologia do corpo docente.
Está nosso sistema educacional preparado para acolher a diferença em suas salas de aula?
Como acolher o aluno com necessidades especiais se não se consegue lidar saudavelmente com as diferenças inerentes à própria existência humana?
A Inclusão Escolar depende antes de tudo de um reconhecimento humilde por parte da Escola e da Sociedade, da qual aquela faz parte, da necessidade de se educarem a si mesmas para lidar com a diferença, antes de criarem técnicas, estratégias ou métodos".
Elisabeth Salgado

terça-feira, 19 de agosto de 2008

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Reflexão Sobre a Defesa da Síntese


Fazer a reflexão sobre a síntese nos faz parar e pensar no que já passamos o que aprendemos, onde e como utilizamos esta aprendizagem, o que deu certo o que deu errado, o que pode ser modificado. Realizar a síntese é fazer uma avaliação, uma reflexão da nossa caminhada. É muito bom poder compartilhar aprendizados com os colegas, a troca de experiencia nos é muito útil.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

SÍNTESE DO FILME

O filme Doze Homens e Uma Sentença nos transportam para dentro de uma sala de júri doze jurados, onde doze jurados são fechados em uma sala quente sem ventilador, pois estes não funcionam, comentam suas atividades cotidianas querem acabar logo com tudo aquilo, porque cada um tem seus compromissos. São esses doze jurados que irão decidir sobre a vida de um jovem que é acusado de assassinar o próprio pai.
Depois de assistirmos o filme e debatermos no grupo através do fórum da interdisciplina, para juntos construirmos os conceitos de “evidência e argumentação”, os quais serão utilizados para que possamos evidenciar nossas aprendizagens e argumentarmos sobre elas em nossas práticas em sala de aula.
Procuramos o que era evidência e encontramos que é algo incontestável e argumentação significa um raciocínio dedutivo, ou seja, uma outra maneira de analisar na qual se faz uma dedução.
O filme nos mostra as evidências de um assassinato que nos levam a crer que o jovem é o autor do crime. Essas evidências são: os gritos de eu “vou te matar” ouvidos pela vizinha do apartamento de cima , segundo ela o barulho ouvido após é de um corpo caindo, corre vai até a porta e vê um jovem descendo as escadas correndo, a vizinha que morava enfrente a casa da vítima afirma ter visto o jovem matando o pai, através da janela do seu quarto, a briga entre o pai e o filho na mesma noite do assassinato, o jovem tinha uma faca igual a que fora usada no crime, a origem humilde do jovem que já havia praticado alguns delitos, o esquecimento do filme que o acusado havia assistido na noite do crime.
Diante de tantas evidências o jurado que defendia a discussão expôs a vida do jovem como alguém que era maltratado, pobre, sem mãe desde os nove anos, o pai esteve preso por estelionato enfim era um jovem triste e revoltado com sua situação.
O jurado que defende o réu procura fortes argumentos para desfazer os indícios da responsabilidade do crime pelo o acusado.
Os gritos ouvidos da casa da vítima não poderiam ser distinguidos claramente através de paredes e também passava um trem na hora do crime, a senhora que afirma ter visto o crime pela janela usava óculos como estava dormindo não fazia uso dos mesmos conseqüentemente não teve uma boa visão do que acontecia no apartamento em frente,
A faca usada no crime, que o promotor disse ser rara ficou provada que havia nas lojas da redondeza quando a defesa tirou igual do seu bolso. A direção da facada dada na vítima não poderia ter sido desferida pelo acusado, pois era de estatura baixa.
Diante de tantos argumentos vimos que os jurados nos levam a fazer uma reflexão sobre o comportamento humano, quando são feitas as justificativas diante das argumentações fica claro os preconceitos para com o outro baseado em nas suas frustrações, emoções, e sentimentos pessoais em relação à condição do acusado.
Os argumentos usados pela defesa num ato de coragem e respeito pela vida e ao ser humano acusado, leva doze jurados a fazerem uma análise detalhada da situação em questão e reconhecem os argumentos como verdadeiros e absolvem o jovem.
O ultimo jurado reluta em absolver o jovem, por sentenciar o filho que o havia agredido, através do jovem acusado, mas sofrendo muito por ter que enfrentar as suas frustrações como pai, da ao acusado o seu voto a favor da absolvição.
O filme nos faz refletir sobre a dificuldade que temos de fazer julgamentos por olhar as questões a partir de nosso ponto de vista. Deixando nossas emoções e preconceito falarem por nós. É muito difícil nos colocarmos no lugar do outro e assim fazemos julgamentos parciais e superficiais.
Vimos o poder da argumentação na busca da verdade desvendado assim um crime que poderia levar um jovem a pena de morte.
Com as argumentações o jurado conseguiu levar os demais a refletirem, surgindo daí novo rumo para o fato levaram um a um a mudar o seu voto e por final inocentar o jovem. A sustentação da inocência do jovem foram as boas argumentações feitas que deu sustentação a absolvição. A coerência e o bom senso é o limite entre qualquer situação.